Domingo, 14 de Maio de 2006

Bridget Jones

 

Foi uma enorme falha minha confesso! Hoje resolvi ver um filme que tinha perdido no cinema. Imaginem qual? "O Diário de Bridget Jones"

 

 Simplesmente hilariante e tão, tão real! Não sou grande fã de comédias românticas, mas esta... nem sei como a deixei passar! René Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant formam um triangulo amoroso simplesmente divinal.

Dá que pensar... Porque será que as mulheres se apaixonam sempre pelo homem errado? Aqueles a que chamo  "boy of the boys", ou seja o homem que é adorado pelas mulheres e também pelos outros homens. O "boy" com mais pinta, com mais estilo, o mais giro, com o maior sentido de humor... enfim o bom "vivant".  Aquele que qualquer mulher adoraria ser vista ao lado dele, aquele que qualquer homem deseja ter como amigo... porque é "cool" Diz umas baboseiras giras, e faz-nos sentir tão bem! Um Hugh Grant!

São tão giros... mas são tão egoistas... Pensam apenas neles próprios. E o mundo? Esse gira á volta deles e só deles, e nós mulheres também. Para o "boy of the boys" temos de mudar... ser como eles gostam: Magras, bonitas, inteligentes, bem humoradas, e meigas! Bah, que se lixe o Boy!

Porque preferimos esses, aos que gostam de nós, por aquilo que somos... com todos os nossos defeitos e virtudes?

No filme Colin Firth diz a "Bridget": I like you just the way you are.

E não falava apenas do corpo... falava daquele jeito "desajeitado" dela.

Para quem não viu o filme, aluguem o DVD... Para quem viu fica aqui a música "Respect da Aretha Franklin".

Lembram-se daquela parte em que René Zellweger descobre que Hugh Grant (patrão ,amante, e "boy of the boys") lhe andou a mentir descaradamente? Ela diz: Prefiro limpar o rabo ao Saddam Hussein, que trabalhar para ti!

 

E ouve-se a musica:

R-E-S-P-E-C-T ( R-E-S-P-E-I-T-O )
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take care, TCB

Oh (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
A little respect (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
Whoa, babe (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
I get tired (just a little bit)
Keep on tryin' (just a little bit)
You're runnin' out of foolin' (just a little bit)
And I ain't lyin' (just a little bit)
(re, re, re, re) 'spect
When you come home (re, re, re ,re)
Or you might walk in (respect, just a little bit)
And find out I'm gone (just a little bit)
I got to have (just a little bit)
A little respect (just a little bit)

 

 

Olá sou a Bridget Jones, and I love the way I am!

Comentário em Destaque:

De EraUmaVez Eu a 15 de Maio de 2006 às 14:56:
É realmente um filme hilariante, tanto mais que muitas mulheres se identificam com a personagem Bridget Jones, tão humana e real, interpretada pela Renée Zellweger, o início do filme começa com ela a escrever no seu diário a tão famosa e conhecida lista que na maioria, mulheres, fazem no começo de cada ano, que inclui, perder peso, deixar de fumar, diminuir a bebida e não sair com determinados homens.
É interessante ver como as mulheres, na sua maioria, se interessam pelos homens errados, preferindo os canalhas, não sei talvez pensando que eles por amor a elas vão mudar, em detrimento de um homem inteligente, sério, educado, bem sucedido preocupado com os direitos humanos e por aí fora, coisa que a personagem Bridget Jones não aprende no primeiro filme e torna a repetir o mesmo erro, no segundo (coisas de mulheres, mesmo!) filme este, que por sinal também está muito engraçado.
É de notar a ligação não só de nome de “Mr. Darcy”, com a personagem do livro e filme (espetaculares) Orgulho e Preconceito de Jane Austen também interpretado na série da BBC, pelo actor Colin Firth. É de referenciar que estes homens lindos, meigos, atenciosos, apaixonados, sérios, bem sucedidos, furacões na cama e mais tudo o que vos passar na cabeça de bom, são demasiado perfeitos para serem reais, só existem mesmo nos filmes.

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Sábado, 13 de Maio de 2006

Almoço

 

A pedido de várias familias, vamos organizar mais um almoço do Blog... As únicas novidades que posso dar para já, é que é em Sintra, em meados de Junho, e será organizado pela Luadourada! Que acham?

Em breve haverá mais novidades!

 

         

"...Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam..."

William Shakespeare

Comentário em Destaque:

De ^Erina^ a 14 de Maio de 2006 às 18:39:
Sintra! óptima escolha! já agora William Shakespeare foi um génio...



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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006

Ser ou não ser…. Alentejano, eis a questão.

E de Itália viajamos para Portugal, mais própriamente para o Alentejo, pela mão da Pataniska.
 
Se a minha terra é Lisboa…..a minha casa é o Alentejo. Aqui há uns anos atrás, quando estava na moda as anedotas de alentejanos (benditas louras que as vieram substituir…) confesso que ficava sempre com uma mágoa, não conseguia entender o porquê de querem ridicularizar um povo e uma região que me era tão querida.
.
Este texto, aqui reproduzido, da autoria de Leonardo Santana-Maia, advogado e professor, faz parte da revista “Alentejo Terra Mãe”, publicação trimestral, propriedade da Fundação Alentejo-Terra-Mãe (www.ALENTEJO-TERRAMAE.PT). A revista tem como fins a divulgação da história, tradições, costumes e falares do Alentejo, bem como a defesa e a preservação dos valores culturais, artísticos, arqueológicos, paisagísticos e ambientais da região.
 .
“Alentejo, palavra mágica que começa no Além e termina no rio Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
.
Portugal nasceu no norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguiria suportar o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para um homem comum, fica muito longe, para um alentejano, fica já ali. Para uma alentejano, não há longe, nem distância, porque sabe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: “Não, é já ali.”. O fim do mundo afinal ficava ao virar da esquina.
.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continua a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos. D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. É certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia dúzia de alentejanos.
.
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?”
.
Dá-me mesmo vontade de dizer à boa maneira alentejana: Áh magano!!!
PATANISKA
 

 

Comentário em Destaque:

 

 

De Marco Neves
11 de Maio de 2006 às 23:43:

 

É sermos e sentirmos...

Mesmo quando Agosto e a aragem quente seca os campos despidos...

As mulheres de negro contrastando com o branco das paredes...

E quando a manhã desperta? Saberão vocês ouvir?

E no frio de um Inverno quando passamos por uma casa e cheira a açorda... ou quando ao fim da tarde as braseiras invadem as ruas antes de aquecer as pessoas...

...e algumas que já não chegam

...nem voltam.

É assim mesmo... quando temos de parar e respirar bem fundo.

Nós vamos ficando, neste gerúndio... porque somos assim.

Amo-te Alentejo.
       
               ( Alcaria Ruiva - Alentejo / Foto tirada por: Marco Neves )

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Quarta-feira, 10 de Maio de 2006

Amor (por) Veneza

 "...CIAO!
sai cosa ti dico.....CIAO!
posso fare..... senza te
senza più
Grandi "se"
senza Grandi "ma...perché"
senza un "amore"...così....
io posso fare....sì!!!.."

Não me parece correcto dizer que Veneza é a cidade mais bonita do mundo, apenas porque é única. Não há termos de comparação. Veneza é sublime. Itália foi o país que mais vezes visitei, e sempre que lá vou apaixono-me, como se fosse a primeira vez!

A nossa nova "paineleira" Xinxa, mandou-nos este texto... Amanhã seguimos viagem para outra lado.

   

Apaixonei-me por VENEZA, essa velha cidade, confesso-o!

Deixei-me levar no primeiro instante, por uma paixão que me paralisou, num enlevo próprio de quem ama sem motivo, só porque simplesmente ama! Fiquei suspensa na beleza das suas águas, dos seus percursos, das ruas, dos muros, praças, pontes, monumentos, vielas, restaurantes, galerias de arte, mercearias, livrarias, ateliers, cafés, nas pessoas... confesso que fiquei!
Gritava no íntimo...é VERDADE... ela existe, a ínclita cidade! E numa convulsão sem fim, num frenesim cadenciado, calcorreei horas a fio, ruas estreitas, segui pináculos, subi pontes, entrevi olhares penetrantes, escutei conversas, ri-me com as máscaras, trauteei cantigas, rodopiei envolta em pombos, escutei o piano, consumi cores, libei sabores, esbarrei com culturas, sonhei enfim com a perfeição. Ali estava a Cidade distante, onde o Sol penetra glorioso, descobrindo paixões que nos paralisam, onde se chega sem pensar partir, onde acontece sem o Tempo passar, num estonteante sentido de querer agarrar o que se esvai nos olhos perdidos.
Consumi com o olhar a Arte, toquei a História, olhei o Horizonte e deixei-me enlevar inebriada na ritmada e leve onda, numa gôndola que se perdia nas águas profundamente turquesas e me guiou ao por-do-sol, junto à excelsa Praça de S. Marcos, lá onde tudo começa e acaba, lá onde esbarra o Mar que um dia tudo levará. Não é esta a nossa caminhada... Perdermo-nos no MAR...? 
E Veneza era essa... a de nós todos e de todos nós.
A Outra
A Única
A Egrégia
A Paixão
O Anúncio do Fim...

   

Xinxa

"...CIAO!
in fondo basta dire anche "CIAO"
io sto Meglio....senza te
senza più
tanti "se"
senza tanti "ma...perché"!
senza un "Amore"....così
io posso stare....Sì!.... "

( Ofereceram-me este Album de Vasco Rossi na primeira vez que fui a Itália *suspiro* )


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Terça-feira, 9 de Maio de 2006

Idades!

Um tema sempre actual da Tex.

    

Quando a mulher era apenas uma mercadoria, a sua principal função era dar ao marido o maior número possível de filhos (o que eu costumo chamar reprodução em cativeiro), para que no futuro o seu trabalho ou comércio tivesse continuidade. Sendo que a mulher tem um período limitado de procriação, só as muito jovens podiam ter tantos filhos (“Homem velho e mulher nova: filhos até à cova”). Aos 30 já uma mulher era velha e consequentemente trocada por outra mais jovem.


Aparentemente, hoje, tudo se processa de modo diferente. Mas a sociedade continua a aceitar melhor a relação amorosa entre um homem mais velho com uma mulher mais jovem, do que uma mulher mais velha com um homem mais jovem.

Para lá de todas as criticas geradas pelo preconceito, é legitimo questionar se a diferença de idades no amor é ou não susceptível de causar desencontros, já que as realidades, vividas por um e por outro, divergem na medida de experiências de vida diversas e também o facto de que o relógio biológico avança inexoravelmente…


Como de costume (e intencionalmente) abordei o assunto apenas pela rama e deixei alguns pontos em branco. Muito mais havia para dizer mas prefiro deixar assim e saber a vossa opinião...


Para mim, valem as palavras de Pascal : “o amor não tem idade; está sempre a nascer”

 TEX

  

Comentário em Destaque:

De medricas a 9 de Maio de 2006 às 23:55:

A dor da perda de um ente querido, ou de um grande amor é muito idêntica.
E refiro-me á dor,na sua intensidade.
Esta semana sonhei,o que é raro,em que sou confrontada por uma “escapadinha”
do homem que amava.
Acordei,acho, mais por estar irritada pela naturalidade com que ele estava encarar o “caso”(coisa estúpida,o sonho,e o homem em questão,uma figura publica,
mas eu não faço a coisa por menos..llooll)
Mas o que é certo, é que acordei com uma dor enorme...
Um sentimento de perca,que já não sentia há anos.
Sim,há anos!!
Protejo-me de tal forma,que nunca mais tinha sentido tal dor.
O que é certo, é que andei o dia inteiro abalada com a dor do sonho.
Senti de uma outra forma,e novamente com dor,a perda...o porquê de não me
aproximar nem deixar que ninguém se aproxime(mas esta é outra estória)
Enquanto fumava estava a pensar em tudo isto ,e abri o blog.
E deparo-me com este tema.
Eu que nunca me arrependi de nada,tenho vivido estes últimos
meses arrependida.
Não consigo esquecer alguém que nunca cheguei a ter,única e
exclusivamente porque era mais novo do que eu.
Poderia ter sido um grande amor...
E foi precisamente esta questão,a dos filhos, que me fez recuar
Seria um amor com fim á vista.
Não quis arriscar, provavelmente, hoje já teria acabado...
Não o vivi e hoje arrependo-me.
Agora é tarde!!
(Agora que cheguei aqui,mesmo que fosse cedo,acho que faria o mesmo...
mas isto sou eu...que sou burra,um caso à parte llooll)
Por isso,tenham coragem...
MULHERES ARRISQUEM!!!

 


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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

Para a minha mãe (lua dourada)…

Quem disse que o dia da mãe tem data. A filha da Lua mostra isso mesmo.

 

Ainda me lembro do dia em que me colocaste uma boneca feita de lã no meu berço. Dizem que os bebés não guardam memórias com menos de 3 anos (acho), mas lembro-me disso como se fossem ontem e se tinha 2 anos era muito…não abri os olhos para sentir o beijinho que a seguir sabia que me ias dar..

Viva o dia da mãe que nos trás boas memórias destas. Obrigada por existires lua dourada J do teu satélite ;) 
                                                                                                                                  Catarina
Comentário em Destaque:
De luadourada--
a 8 de Maio de 2006 às 21:22:
Obrigada filha... e obrigada J , com grande supresa deparei com este post , lágrimas cairam mas foi de alegria... OBRIGADA mais uma vez, por esse sorriso nos olhos todos os dias quando acordo que dá forças para enfrentar o dia com muito mais garra... Continua sempre assim Carneira :)))) ah e para todas as mães do MUNDO um grande beijo...

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Domingo, 7 de Maio de 2006

(Des)Vestir

     
O Verão está á porta, e com o calor só apetece "despir", e mostrar o bronze... certo?
Fica aqui um tema interessante da Bonecarussa.
.
.
Whenever these blue teardrops are falling
Oh no - and my emotional stability is leaving me
There is something I can do
Oh- I can get on the telephone and call you up baby
Darling, I know you'll be there to relieve me
The love you give to me will free me
And if you don't know the things you're dealing
Oh- I can tell you darling, oh it's sexual healing
Get up, Get up, Get up, Get up
Let's make love tonight
Wake up, Wake up, Wake up, Wake up
'Cause you do it right
   
Nascemos nus. Mas assim que damos o primeiro berro, alguém trata de nos agasalhar. O acto de vestir é uma obrigação social. A nudez é um atentado à "moral" e podemos ser presos se a praticarmos. Ninguém anda nu na rua. Não? Tenho dúvidas.
Hoje em dia verifica-se uma certa "libertação" do corpo... já não são soutiens queimados e arremessados... é mesmo a moda das mamas à mostra, da exaltação dos umbigos, dos pêlos púbicos, da mostra do fio dental, dos boxers. Há uma tendência para a partilha do corpo com a generalidade dos transeuntes. Uma atracção pela exposição daquilo que, até à pouco tempo, era privado, ou seja, a esfera do público e do privado em termos corporais, está a mudar radicalmente.
Pensei um pouco mais nesta questão depois de ter assistido a uma conversa que passo a relatar.
Num grupo de jovens, um rapaz disse a uma rapariga:
- Olha, tens as mamas à mostra.
Ao que ela respondeu:
- Incomoda-te? Não gostas de ver?
Esta conversa não teria lugar há algum tempo atrás e se ele fizesse a pergunta, ela coraria e faria algo rapidamente para se tapar.
A resposta da garota foi um convite nítido e explícito.
Pessoalmente acho que a expressão "nem tanto ao mar, nem tanto à terra" devia ser mais aplicada, numa perspectiva de equilíbrio que se torna cada vez mais necessário e que é cada vez mais difícil de alcançar.
Porque continuamos a guardar, como quem esconde, as jóias, o ouro, e outros bens que consideramos valiosos e roubáveis, e expomos o corpo despudoradamente? O próprio estilismo da roupa tende a ser encarado como a forma de mostrar e não de cobrir. Tenderemos para a partilha efectiva e universal dos corpos? Sim, eu sei, tendo em conta o tamanho das peças de roupa, estas linhas já parecem um longo vestido de noite...
 
Bonecarussa
Heal me, my darling
I can't wait for you to operate
Heal me, my darling
I can't wait for you to operate
Heal me, my darling
I can't wait for you to...
Heal me, my darling
Heal me, my darling
Heal me, my darling
I can't wait for you to...
Oh baby, whenever these blue teardrops are falling

Heal me, my darling

Comentário em Destaque:

De flyman a 13 de Maio de 2006 às 02:51:
Difícil para a maioria mesmo, é interpretar o corpo como o envolucro que nos acompanha toda a vida. Sem falsos moralismos. Com naturalidade. Encarando a nudez como ela deve ser assumida: plenamente. Aceitando-nos como somos, imperfeitos mas sempre lindos! Espelhos? Os espelhos que se lixem! A mim, enquanto corpo, só eu me interesso. Borrifo-me no que o espelho me queria dizer. Näo lhe dou tempo, porque lá mais à frente já estou eu. A nudez é imoral? Depende do tempo e do lugar. Assim só por si, jamais! Aliás, um corpo nu é das coisas mais bonitas deste mundo. Ou os artistas, pintores, escultores, poetas, estäo todos errados?

De ^Erina^ a 14 de Maio de 2006 às 19:47:
Claro! Flyman tu lá sabes do que falas...


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Sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Os escorpiões (Dueto)

When she embraces
And your heart turns to stone
She comes at night when you're all alone
And when she whispers
Your blood shall run cold
You better hide before she finds you

Whenever she is raging
She takes all life away
Haven't you seen?
Haven't you seen?
The ruins of our world.

Este poema foi-me mostrado por amigo, e de imediato pensei pô-lo aqui no Urban Jungle. Não só porque sou escorpião, mas também pela beleza do escrito.
Adorava escrever assim, mas conheço as minhas limitações. Mas o mais fascinante neste trabalho é o facto de ser escrito a dois: Uma mulher e um homem.
É fascinante ver como duas pessoas tão parecidas (ambas escorpiões) conseguem escrever uma para a outra completando-se.Eu cá já me contentava que escrevessem algo só para mim!
           
O mês de outubro os excitava.
O período favorecia a dança do acasalamento.
Não cessariam os movimentos até que copulassem.
Mas ciente da instintiva acção depois do acto,
ele adiaria ao máximo o orgasmo de ambos.
Em movimentos circulares,
girando ao redor do fogo que os incendiava,
exibiam-se vorazes um ao outro.
A nudez constrangida pelo sol escaldante
foi um convite irrecusável...
( Nina )
.
Apesar do medo, ela era irresistível.
Ali mesmo, aos olhos do sol, fervilharam os hormônios.
Quentes, rápidos e intensos copularam os dois animais.
Precoces como o instinto manda,
mas próximos demais...
.
A satisfação lhes reduziu a tolerância
e a natureza assassina tomou lugar.
O círculo da condescendência se dissolveu.
Feromônios já não perfumavam.
Súbito e preciso
o instinto gritou: defenda-se escorpião!
Antes que ela o decepasse, no peito dela cravou seu ferrão...
.
O sangue que escorreu não lhe apeteceu
então ao genoma ordenou: "meia volta!"
Volveu um soldado
para no efêmero buscar aquilo que perdura.
Novamente à procura de sexo e morte ele partiu.
( Marte )
.
Curvada pela dor do ataque surpresa,
mas imune ao veneno inoculado, não se deu por satisfeita.
Lambeu na fenda aberta o sangue frio que esvaía.
Escorria-lhe por dentro o ódio e,
por entre as pernas, o desejo de tê-lo.
Ela agora o queria inteiro dentro dela,
molhando-lhe o sexo e manchando a terra...
.
A excitação crescia fomentada pela traição.
Esgueirou-se por lugares apertados.
Jejuou por dias seguidos evitando movimentos bruscos.
Com o arsenal sensitivo ela o encontraria.
A maturidade sexual lhe rompia.
Acima das quelíceras, a boca húmida o ansiava.
Seguiu determinada a lambuzar-se nele...
( Nina)
.
Escorpião distraído!
Seu par não se mata com veneno,
toxina lenta e corrosiva,
apunhala-se no peito,
num só ato certeiro e decisivo...
.
Ai...
Agora o fantasma desta que me persegue,
insubstancial verdade que me assombra à beça.
Fantasma que recusa o jazigo,
nem notou que já cheira a sangue,
não dos predadores quentes, mas dos necrófagos vermes...
.
A intensidade com que vivera o sexo
prometia sono tranquilo.
Ao negar a clareza, da obsessão se fez presa.
Condenou-se a busca vã, eterna,
incessante, solitária, distante e pagã...
.
Arrastando seu telson, antes soberbo,
agarrou-se pela podrida pinça restante,
sujando seu ventre aberto e querendo vingança.
O soldado segue em marcha,
certo da morte e certo do fim.
Certo da paz e de que a amada de si aparta...
( Marte )
.
A boca de fogo líquido se encheu
tornando-a susceptível à fúria cega.
Seus instintos famintos já o cheiravam.
Desta vez ela seria definitiva...
.
O abscesso, borrado com sangue coagulado,
a mantinha prisioneira da crueldade nata.
Aquela ferroada sexual inesperada e seca
seria com maestria vingada.
Tudo estava planejado.
No seu sexo ela o prenderia
e durante o gozo sibilante dele,
com uma das pinças,
deceparia-lhe o telson...
.
A sensação libidinosa antecipada a assanhava.
O prazer do ritual prometia ser macabro.
Seus opéculos genitais sedentos ardiam febris.
E mesmo sob efeito do veneno
inoculado covardemente em seu peito
ela já quase gozava com o premeditado...
.
. A imaginação, naquele momento,
se sobrepunha à carapaça que,
ostensivamente, ele lhe exibira.
A frieza dele a mantinha
cada vez mais quente e molhada ...
( Nina )
.
Dera-lhe as costas havia muito.
Andava sem rumo.
Digeria no estomago o medo que o acompanhava.
Um fantasma o espreitava.
Maya era o veneno dele e dela.
A fúria detenta, o sorriso infantil.
Sexo promíscuo e a castidade servil.
Tudo neles era Maya, "aquilo que não é" ...
.
De repente ouviu a música do embate.
O soldado se sentiu guerreiro sem vitória.
Fumou um cigarro como tantos antes.
Olhou por sobre os ombros
e lá estava encarnada Maya,
"aquilo que não é" a persegui-lo em sangue e cólera.
Em desejo de vingança e em prazer e dor...
( Marte )
.
O momento decisivo havia chegado.
A vingança deveria chocá-lo.
A paixão intensa dissolvera-se no veneno.
A trajetória exaustiva até ele haviam-na transformado.
Voltou-se calma e em seu amor cheio de ódio,
aproximou-se determinada.
De joelhos, rasgou o próprio peito
e a única cura lhe ofereceu, sua vida...
.
A tirania dele, diante do ato, permaneceu muda.
Envolto numa aura dramática imprevista,
onde a morte se fez vulto,
chorou pelo instante por ela oferecido...
.
Incapaz de suportar o acurado instinto de sobrevivência,
ressentiu-se.
Agora seria sua vingança chocá-la.
Num ímpeto de ódio tomou-a em seus braços
e com um golpe único e certeiro, decepou-lhe a cabeça
sorvendo-lhe a intensa paixão prometida
e toda sua natureza instintiva inflexível.
A morte dela era vida.
( Nina )
.
Perplexo e chocado culpou-se o escorpião.
Desculpou-se por si, pela vida e por todas as coisas
cujo controle não mais detinha.
Ao corpo mutilado cantou-lhe as canções,
todas que ambos aprenderam a chamar de "nossas"
e da vingança se redimiu...
.
No momento cego, livrou-se das ilusões.
Do sangue intenso que do amor jorrava,
viu brotar pétalas rubras.
Em lágimas, a elas levou seus lábios
e seu último e desnecessário juramento proferiu:
"Deixo-te em paz meu amor!"
( Marte )

música: Ice Queen

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Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

Rititi

Já uma vez tinha lido um artigo neste blog que achei muita piada. Não sei como, acabei por perder-lhe o rasto... Ontem num comentario ao post "ninguém" uma anónima utilizou um texto da Rititi. Está excelente!
          
Quarta-feira, Maio 03, 2006

 

Querido Blogue,
No meu Portugal está tudo parvo. Ai, ai, ai, que a minha vida é tão triste, ai, ai, ai, que a gente não tem dinheiro, ai, ai, ai e a depressão, a recessão, a inflação e constipação do cão, ai, ai, ai, que há de ser de nós, pobres, sem esperanças até para a segurança social na rua da amargura como o nosso fado, ai, ai, ai, quem nos salvará desta sina, ai, ai, ai, que sobem os juros, ai, ai, ai minha machadinha que a culpa, essa, nunca é minha.
Olha, deste lado da fronteira tenho a vos dizer: fodei-vos! Que falta de pachorra, cum caralho, dasse que uma gaja já não vos pode ouvir. Uma semana em Lisboa e tudo com a mesma lenga-lenga tremendista: comerciantes, jornalistas, bancários, putas e pretos, bêbedos, dealers de drogas duras, taxistas, funcionários da EPAL, arrumas e vendedores de botões, designers, modernos e instaladores, canalizadores, quiosqueiros, alunos de liceu, comentadores e colunistas, pensadores, arrivistas e gentes que a gente até acha sérias e voluntariosas, trabalhadoras e peritas em Kama Sutra.

No fundo trata-se de uma questão de sorte, ou melhor, da sorte que OS PORTUGUESES (sim, sim, não virem a cara que a conversa é com vocês) achamos que a história, o descobrimento do Brasil, Fernando Pessoa e a bunda brasileira nos deve. Afinal, se estamos neste estado deplorável (pobres, feios e mal fodidos segundo todas as crónicas da imprensa séria) é porque um cataclismo universal que só afectou Portugal nos impediu de ser tão altos como os alemães, ricos como os noruegueses e felizes como qualquer Pepe de Sevilla. Porque o nosso mal é estrutural, estruturante e endémico, uma putada genética, um cancro que nos recome a economia e a vontade de seguir em frente desde que sucumbiu Lisboa, ou entrou a Inquisição, ou quando chacinámos aqueles judeus todos, ou no 25 de Abril ou quando perdemos o Europeu. Ou, ou, ou...

A culpa, minha machadinha, nunca é minha. Dos políticos e do regime, toda a gente sabe, ao tempo que um perigosíssimo sentimento patriótico inunda as janelas e conversas do meu Portugal. Bandeiras para paliar as contas a negativo, a tristeza, as olheiras e os incêndios. Bandeiras e hinos contra a corrupção nas autarquias e as faltas não justificadas dos deputados. Bandeiras a preparar o caminho para um tirano, um demagogo qualquer que nos diga que a culpa é dos deputados, da política e do Estado das coisas. Está tudo pronto para levar no cuzinho, grátis e sem vaselina. E gostaremos de ser mandados, gozados e expoliados do único que nos resta: a decência.

Realmente é de ter pena. E muito medo. Coitadinhos, pá.


Contudo, ainda há quem tenha esperança. Diz o Francisco José Viegas, na Origem das Espécies que «Se os «indivíduos» fossem mais exigentes, mais corajosos na sua exigência (para consigo, para com o Estado, para com os serviços prestados pelos outros), andaríamos muito melhor. Nem era preciso chegar aos quartos-de-final e às festas na Expo se Portugaaaale passar nas eliminatórias do Mundial.»
in: Rititi -  http://www.rititi.com
Comentário em destaque:
De:
Marco Neves

Data:
5 de Maio de 2006 às 14:08

Comentário:
Realmente estas alminhas do "Aiii que a vida está tão mal que já nem tenho dinheiro prás sardinhas. Enquanto a vida vai e não vai, vou vivendo a fingir que conto tostões e habituo-me rapidamente a passar os Domingos à tarde num centro comercial a olhar para as montras. Queixo-me o tempo inteiro que trabalho muito e recebo pouco mas a realidade é que me pagam para não produzir. Sou tão civico em tudo o que faço que quando aquele filho da mãe me papa no semáforo só acho que merecia estar o dobro do tempo que o Nikki Lauda ficou dentro do carro. Entretanto enfio-me num avião para o Brasil para um resort de qualquer-coisa-assim-para-andar-como-um-rei-em-chinelos-e-num-carocha-carroçaria-de-fibra. Armar-me em fino quando falo, isto quando não vou com o resto da carneirada pela A2 rumo ao Sul. Compro um Peugeot 206 que é como os telemoveis, toda a gente tem um. Por falar em telemoveis, já me deixei de andar com ele pendurado no cinto mas agora tenho polifónicos e tal. Falo mal dos Espanhóis porque gosto mas tenho o estigma de não poder sobreviver sem eles. Digo que não tenho tempo para nada, que esta vida é um stress, mas se me perguntam o que fiz nestas 24 horas... não fiz nada! Gasta-se mais um serão em familia a olhar para a televisão, coço-me e pouco mais. Não gosto dos ciganos mas os Dvds a 5 "euróis" sabem tão bem.. ". Enfim, só não os mando à merda porque sinto que ficaria sozinho...... (breve pausa)...... epah, vão à merda!


Impressão Digital Cereza às 23:23
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2006

Ninguém

 

"...And not like the times before
From yesterday comes tomorrow
When life comes alive the past moves aside
No regrets and no remorse"



O que é isso a que alguém
que não deve de ter vivido
neste mundo de ninguém
e se deve de ter perdido
na terra da saudade...
Não! Não neste mundo
onde não há lugar para a verdade
só para a mentira e hipocrisia
e todos um dia saberão
que tinha razão quando dizia
que mais vale morrer
que neste mundo de ilusão
Viver....


NequidNimis

Completem se quiserem: "Hoje sinto-me...

( boa ideia DevilGirl )

 

 

Comentário em Destaque:

 

De:

flyman


Data:
4 de Maio de 2006 às 18:29


Comentário:
Hoje sinto-me desalinhado, fora dos eixos, diferente de pensamento, aparte, capaz de pensar por mim, de ver com os meus olhos, indiferente ás notícias que me entram pela casa dentro, incrédulo perante aquilo que me dizem que é "a verdade", raivoso perante a passividade, irado pela aceitação do que está mal, com a mania da contradição em relação ao que me dizem "que assim é que é bom". Hoje sinto-me acordado.



Impressão Digital Cereza às 22:30
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Terça-feira, 2 de Maio de 2006

Conto UJ

"... I've been looking for a savior in these dirty streets
Looking for a savior beneath these dirty sheets
I've been raising up my hands
Drive another nail in
Just what God needs
One more victim


Why do we crucify ourselves
Every day I crucify myself
Nothing I do is good enough for you
Crucify myself
Every day I crucify myself
And my heart is sick of being in chains..."

Bem o nosso conto já vai com 14 capitulos, mas ainda nem chegamos a meio. Volto a lembrar a todos quantos nos visitam, que podem participar no conto do UJ... para tal basta clicar no link que está na barra do lado direito deste blog onde diz "Visite o nosso: CONTO URBAN JUNGLE

A seguir é só ler e dar sequência á acção.

 

Volto a fazer o desafio aos seguintes "paineleiros" que ainda não escreveram:

 

 

Abel,  Narag, SaloiaLoira, Flyman/Erina, Queen, Devilgirl, Vanessa, Carlos, Encantos e Paixões, Raio de Sol, Joaquim Costa, Mina, Elvira, Shakermaker. Suicidal, Driade, soli__daria, Setembro... enfim a TODOS!

 Podem deixar nos comentarios as vossas dúvidas, sugestões, criticas... o que entenderem por dizer!

Para quem não sabe, a ideia é depois publicar o conto numa edição limitada. (Tal como o UJ)

Mas para isso preciso de facto da vossa ajuda!


Impressão Digital Cereza às 22:49
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Espelho

Leiam esta frase com atenção, e vejam lá se não é verdadeira?  (Infelizmente )Quanto mais penso nela, mais sentido me faz.

 

              

 

 "Um homem apaixona-se ou deseja uma mulher,

não pelo que ele sente por ela,

mas por causa do que ela faz para que ele se sinta bem consigo mesmo"

 

 

Comentário em Destaque:

 

De:
WG


Data:
5 de Maio de 2006 às 11:58


Comentário:
O que é que veio primeiro, o ovo ou a galinha? Será que interessa assim tanto?

Para mim é uma frase perfeitamente pacífica. Qual é o problema se for verdade? Qual é o problema se for mentira?

Queria também referir que a ser verdade será também verdade das mulheres em relação aos homens. Na realidade, a frase deveria referir "pessoa" e não homens e mulheres. E, já agora, a frase tanto se aplica ao amor como à amizade.

Mas gostei de ver todos os preconceitos a virem ao de cima... LOL



Impressão Digital Cereza às 23:24
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Há dias assim… II

"...these tears i've cried
i've cried 1000 oceans
and if i'm. floating.
in the darkness
well, i can't believe that i would kep.
keep you from flying
and i will cry 1000 more if that's
what it takes to sail you home
sail you home sail you home."
 
Hoje, desfiz o puzzle da minha vida….
Hoje, disse não porque quis…
Hoje, não fiz a cama porque sim…
Hoje, virei-me do avesso, só pelo prazer de pensar diferente…
Hoje, deixei que as lágrimas corressem sem ter um nó na garganta….
Hoje, gritei à força toda só pelo prazer de o fazer…
Hoje, deixei que a mulher carente que habita em mim dominasse o meu ser….
Hoje, chorei pelo passado, ri-me do presente, e suspirei pelo futuro….
Hoje, tive pena daquela que sonhava quando era menina…
Hoje, disse “a-deus” ao que me incomodava ontem…
Hoje… tenho tantas saudades do amanhã….
Pataniska

Impressão Digital Cereza às 03:42
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