Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

Urban Jungle

20
Mai06

Blogs Bébés

Cereza

Para o fim de semana vou destacar 3 blogs amigos:

Ora vamos lá então... do mais antigo ao mais recente (embora todos sejam novinhos)

   

So Simple da Marta em http://softverysoft.blogs.sapo.pt/ Um blog que tem como sub titulo: Apenas um arquivo de partes de mim... 

"Dá-me a mão e leva-me

Por entre a multidão, por entre tudo e todos

E não esperes nada de mim

Guia-me e dá-me a conhecer o teu mundo

Mostra-me a beleza das coisas

E não esperes nada de mim

Faz-me sentir que posso ter esperança

Derruba este muro que construí á minha volta

E não esperes nada de mim

Grita se for preciso

Ama-me se for preciso

E não esperes nada de mim

Acorda-me

Tira-me deste estado de dormência

E não esperes nada de mim

E..."

   

O segunda é da Morgaine. Chama-se CITADEL e podem aceder em: http://citadel.blogs.sapo.pt/ 

A Terra será assim algum dia?
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...

 

   

Finalmente o blog do Marco Neves, chama-se Lampâda Mervelha, e podem chegar lá através do url : http://lampadamervelha.blogspot.com/

A primeira dói sempre (?)

 
"Bom... acho que deveria haver pelo menos champanhe. Pronto... acendo um cigarro e... haja saúde. Espero não me esquecer entretanto que isto necessita de alimento. Hum, não me apetece ter um tamagochi. Assim sendo, é quando eu quiser. Afinal este é o espaço do que se quer e apetece. Apenas lampâda mervelha... tem algum mal? "

Visitem!

18
Mai06

Parabens Pataniska!

Cereza

 Sinceramente não sei o que pôr aqui no blog.. não me aconteceu nada de importante, não há textos, não estou inspirada.. sei lá!

               

Mas resolvi encher isto com qualquer coisa. Ouvi dizer que uma Pataniska fazia para aí anos... uma pita com 24 anitos... Acho que não me resta outra alternativa senão dar-lhe os parabéns!

Aiii /me bocejaaaaaa

Pataniskaaaaaaaaaaaaaaaaaaa gaija gira PARABÉNSSSSSSSSSSSSSS

Tenho para ti 4 prendas:

1 flor

1 gaijo (o mesmo que ofereço a todas - o Vanderloo )

1 poema da florbela Espanca

e uma música que tu gostas, para dançar em cima da mesa! Parabenssssssss do UJ!!!

  

Charneca em Flor
 
Enche o meu peito, num encanto mago,
O frémito das coisas dolorosas...
Sob as urzes queimadas nascem rosas...
Nos meus olhos as lágrimas apago...
 
Anseio! Asas abertas! O que trago
Em mim? Eu oiço bocas silenciosas
Murmurar-me as palavras misteriosas
Que perturbam meu ser como um afago!
 
E, nesta febre ansiosa que me invade,
Dispo a minha mortalha, o meu bruel,
E já não sou, Amor, Soror Saudade...
 
Olhos a arder em êxtases de amor,
Boca a saber a sol, a fruto, a mel:
Sou a charneca rude a abrir em flor!
 
                                                                      Florbela Espanca
Searching for a destiny that's mine there's another place another time.
Touching many hearts along the way
yeah
hoping that I'll never have to sa@
It's just an illusion - illusion - illusion.
Follow your emotions anywhere
is it really magic in the air?
Never let your feelings get you down. Open up your eyes and look around
It's just an illusion - illusion - illusion.
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now?
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now?
Could it be a picture in my mind? Never sure exactly what I'll find.
Only in my dreams I turn you on. Here for just a moment then you're gone.
It's just an illusion - illusion - illusion.
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now?
Could it be that it's just an illusion putting me back in all this confusion?
Could it be that it's just an illusion now? . . .

.


17
Mai06

Pontapé de saída para uma tese

Cereza

Por paixão fazemos muita coisa... algumas erradas, outras nem tanto.. lembrei-me de um texto da Paris, que encontrei no blog dela. Por acaso um blog que tem muito em comum com o UJ. 

 Ficam aqui mais duas fotos do calendário Pirelli: Kate Moss.

Volto a lembrar , não se esqueçam do Conto do UJ. Estou á espera que alguém pegue nele. Basta ir a http://contouj.blogspot.com/ e deixar nos comentários a intenção em continua-lo!  (Não é por nada, mas acho que está lá uma voluntária á força.

"Podemos esquecer a sida e as drogas, as bombas nucleares,as experiências genéticas ,a manipulação da informação por parte do poder.
Podemos esquecer todas as ameaças exteriores!!
A verdadeira ameaça, a mais presente, está
dentro de nós.
São os ciúmes e o desejo, o êxtase,
o arrebatamento,o momento em que nos toca e derruba as estruturas sobre as quais assentam o nosso equilíbrio.
A paixão é a maior ameaça, independentemente de sermos racionais.

Ninguém está a salvo!!!!

Senão vejamos....

         

APONTAMENTOS PARA A TESE:

Catulo dedicou toda a sua obra a Lésbia.
 
Antínoo atirou-se a um lago quando pensou que já não era suficientemente belo para
Adriano.
 
Marco António perdeu um império por
Cleópatra.
 
Lancelot atraiçoou o seu mentor e melhor amigo pelo amor da rainha Guinevere e, doente de amor e de remorso, empreendeu a peregrinação em busca do Santo Graal.

Robin Hood raptou lady Marian.

Beatriz salvou Dante do Purgatório.

Petrarca dedicou toda a sua obra a Laura.
 
Abelardo e Heloísa escreveram-se durante toda a vida.
 
Diego Marcilla em Turel, caiu morto aos pés de Isabel de Segura ao inteirar-se de que esta desposara o pretendente escolhido por seu pai.

Julieta bebeu uma taça de veneno quando viu morto Romeu.

Melibeia atirou-se pela janela aquando da morte de Calisto.

Ofélia atirou-se ao rio porque pensou que Hamlet não a amava.

Polifemo cantou Galateia até ao final dos seus dias, enquanto vagueava choroso entre prados e rios.

Botticelli enlouqueceu por Simonetta Vespucci,depois de imortalizar a sua beleza na maior parte dos seus quadros.
 
Joana de Castela velou Filipe,o Belo durante meses,dia e noite sem deixar de chorar, e em seguida retirou-se para um convento.

Dom Quixote dedicou todas as suas gestas a Dulcineia.

Garcilaso escreveu dezenas de poemas a Isabel Freire,embora nunca lhe tenha tocado.

São Francisco de Borja abandonou a corte aquando da imperatriz Isabel, e não voltou a tocar numa mulher.

Isabel de Inglaterra repudiou princepes e reis pelo amor de Sir Francis Drake.
 
Sandokan lutou por Marianna,pérola de Labuán.

Werther deu um tiro na fronte aquando lhe anunciaram o casamento de Carlota.
 
Rimbaud,que escrevera obras-primas aos 16 anos, não escreveu um única linha a partir do momento em que acabou a sua relação com Verlaine, converteu-se em negociante de escravos e suicidou-se literalmente.

Verlaine tentou assassinar Rimbaud, de seguida converteu-se ao catolicismo e escreveu as “Confissões”; nunca mais voltou a ser o mesmo.
 
Ana Karenina abandonou o seu filho pelo amor do tenente Vronski e deixou-se trucidar por um comboio quando julgou ter perdido aquele amor.

Camille Claudel enlouqueceu por Rodin, que nunca moveu um dedo por ela.

Ufa!!!!
Leram bem?? 
Querem mais??! LOooL
Ora isto é grave, muito grave ,meus Senhores!!!!...
Talvez dê uma boa Tese.."..

.in: http://nightinparis.blogs.sapo.pt/

 

Comentários em destaque:

De ^Erina^ a 18 de Maio de 2006 às 22:27:
Sansão/Dalila; D. Pedro e D. Inês de Castro; Scarlett O'Hara/ Rhett Butler; Liz Taylor/ Richard Burton; Erik/Christine Daae; Laurem Bacall/Humphrey Bogart; Frida Kalo/Diego Rivera. Este é o meu contributo para a tese. Sou uma eterna romântica... (um aparte... isto com corrector ortográfico é um luxo) :P

.

 

De flyman a 19 de Maio de 2006 às 21:37:
...e Helder e Paula?...
17
Mai06

A nossa brincadeira

Cereza
Confesso que tinha este texto aqui guardado na "gaveta" há algum tempo... se calhar porque pensei que fosse demasiado forte para alguns corações, ou algumas mentes mais tacanhas... mas esta noite pensei, que se lixe, eu acho que está o máximo!
Somos todos adultos, e todos sabemos que há muitas maneiras de expressar o amor que sentimos por outra pessoas, ou até mesmo muitas maneiras de ter prazer. Como posso ser muita coisa menos hipócrita, aqui vai... Espero que gostem, pois eu achei muito bom. Um beijo Alexandra.
Ah, já agora não se esqueçam do Conto do UJ. Estou á espera que alguém pegue nele. Basta ir a http://contouj.blogspot.com/ e deixar nos comentários a intenção em continua-lo!
  
Não existem quartos vazios. Onde estamos. Tu e eu.
Tentas resistir-me porque gostas de sofrer. Porque gostas de adiar o prazer mais e mais.
Gosto de provocar-te. Gosto sim. Muito. E quanto mais foges, mais me resistes, mais eu te provoco até conseguir levar-te ao extremo da loucura.

Deixo-te ficar imóvel. Sentado em cima da cama desfeita. Obrigo os teus olhos a observarem o meu corpo irrequieto e vou sorrindo com ares de miúda travessa. Desafio-te para a brincadeira.
Vou buscar a saia de menina colegial. Visto umas cuequitas brancas de pureza virginal. Fico sentada no parapeito da janela. Trinco uma maçã e baloiço as pernas para trás e para a frente. Insinuo o meu corpo ao teu. Sei que isto te dá tesão.

Peço-te que brinquemos aos papás... só mais uma vez. Só desta vez.
Tu és o meu papá. Tu gostas tanto desta brincadeira.
Tens medo do que as outras pessoas possam pensar. Tens medo do que possas pensar de ti próprio. Tu gostas. Eu sei. Também me dá gozo. Ser a tua menina.
Continuas imóvel. O teu corpo trava a luta do desejo que separa a alma da mente. Não queres mentir-te. Não queres que eu te minta. Mas é esta a verdade.

Levanto a saia inocente. Mostro-te a brancura das minhas cuecas. São novas. As últimas rasgaste-as com a fúria dos teus dentes aguçados. Lembras-te? Foi bom...
Tu queres-me. Queres-me muito. Eu sei...

Preferes ficar aí, com o corpo paralisado a observar a minha montra de brinquedos excitantes. Queres ser um menino também. Queres passar as tardes comigo, entretido, sentado no chão, no meio do teu quarto, a montar e desmontar as peças do puzzle que é o meu corpo. Queres ser um menino também. Mas não podes. Tu és o meu papá. A brincadeira é essa...

Deixo o meu corpo deslizar pela parede. Fico sentada no chão, de joelhos unidos e pés afastados. E lentamente, vou despindo as cuequinhas brancas que tu tanto adoras. Deixo-as ficar a meio das pernas. O teu olhar segue, inevitavelmente todos os meus movimentos. Eu sorrio. Sorrio á maneira de rapariguita sacana. Tu, também esboças um sorriso. Não queres rir. Esforças-te por manter a aparência de um rosto severo. Mas é difícil. Eu rio-me muito. Fico assim, alguns minutos perdida nas minhas risadas. Olho para ti com ar trocista. Para ver se te enfureço um bocadinho. Tu já começas a tremer. Detestas que eu troce destas situações.

- Gostas de mim, paizinho?
- És tão má...
- Não, papá... sou uma boa menina.
- És uma mentirosa!
- Ora! Tu gostas que eu te minta!
- Amas-me?
- Sim... amo-te...
- Não. Tu é que me saíste um grande aldrabão!
- Nunca mais voltes a repeti-lo.
- Volto sempre...
- Detesto que ponhas em causa os meus sentimentos por ti...
- Olha, o que vês aqui entre as minhas pernas?
- Um mar de depravação.
- Então anda... vem perder-te, meu amor... afoga-te em mim...
- És má... adoras provocar-me desta maneira, não é assim?
- É assim... quando te abro as pernas...
- És levada da breca. Sua tonta...
- Leva-me ao auge...
- Sua marota...
- Amanhã já não estaremos juntos...
- Mais dias virão...

Continuo assim sentada. Acabo de tirar as cuecas e brinco um bocadinho com elas.

- Quere-las?

Não dizes nada. Mando-as para cima das tuas pernas e mantenho as minhas afastadas.
Rio muito. Outra vez. Tu detestas isto. É um misto de querer e não querer. Já nem tu sabes.
Ficas perdido a olhar. Também me perco nos teus olhos.
Começo a andar ás voltas no quarto. Doem-me os joelhos. Gostas de os ver com um tom avermelhado.
Tu queres-me tanto... salto para cima de ti.

- És uma miúda má!
- Castiga-me.
- Sim... vou castigar-te.

Deito-me sobre as tuas pernas. Sinto a tua pulsação. Por todo o corpo. Ponho o meu rabo a jeito...
 
 
- És tão putinha...
- Sou a tua menina...
- És uma mentirosa, é o que és...
- Adoras que eu te minta!
- Mentes para eu te dar uns valentes açoites...

Sinto a dureza das tuas mãos... tu adoras isto... gostas tanto que já nem te importas com o que os outros possam pensar, e já nem pensas no que possas pensar de ti próprio.
Dói-me... não tens piedade. Atinges o cume da excitação e nem dás conta do tempo a passar. Não temos tempo. Já não posso mais. Tenho o rabo a arder. Pára.

- Gostas disto, não é miúda?
- Podemos fazê-lo mais vezes...
- Porta-te mal...
- Serei sempre a mesma...
- Não mudes... gosto de ti assim.

Enrosco o meu corpo no teu. Acaricias-me os cabelos. Não posso deitar-me. Dói-me o rabo. Não consigo suportar o peso do teu corpo assim neste estado.

- Põe-te de joelhos, então.
- Não consigo. Estão igualmente doridos.
- Não sejas matreira. É tudo fitas.
- Falo a verdade, papá.
- Não sou teu papá.
- Faz de conta, então.
- És uma doidinha.

Ponho-me de pé. Não tenho força nas pernas. Tento ficar esticada ao máximo. És tão alto. Sinto as tuas mãos a enterrarem-se nas minhas ancas. Quase me quebras os ossinhos. Estás doido. Queres entrar dentro de mim á pressa. Adiaste demais o momento desta vez. Nunca te vi assim tão doido. Queres arrancar-me a carne aos bocados. Dói-me tanto. Gostas de me possuir assim. Gostas de marcar o meu corpo em todos os sentidos. Uma estrada sem fim... exageradamente sinalizada.

- Não grites; desta vez não.
- Não consigo respirar.
- Cala-te! Respira para dentro, então.
- És mau. Vou chorar.
- Isso... chora então... se pensas que vou parar por aqui. As tuas birras não resultam comigo.
Encosto a minha boca a um dos meus braços que se apoiam na parede. Não posso mais. As lágrimas correm-me pela face. Consigo ouvi-las a cair no chão. A tua respiração é violenta. Já não tenho forças para me segurar. Agarras com mais força o meu corpo enfraquecido pelas tuas investidas. Não aguento. Peço-te que pares. Ordenas-me que me cale. Desfaleço.
Horas depois acordo. Não consigo mexer o corpo. Sentas-te á beirinha da cama. Ajeitas os lençóis e fazes-me uma festinha na cabeça.

- Estás com ar de doente.
- Fico cá esta noite, posso?

Sorris. Sinto que estás feliz por me teres mais esta noite. Mas amanhã terei de partir. Mais dias virão.

- És uma doidinha...
- Gostas de mim?
- Sim... gosto de ti assim, tal como tu és.
- Eu também... eu também gosto muito de ti... amo-te... papá.
 
 
 Alexandra
Comentário em destaque:
De WG a 18 de Maio de 2006 às 20:15:
Como exercício literário, o texto é interessante.
Por muito metafórica que pudesse ser a referência ao incesto e à prática de pedofilia, surpreende-me que ninguém tenha abordado os comentários por aí, quando ambas são práticas amplamente repudiadas pela sociedade.

Quanto ao incesto, diz-se (penso que esteja provado) que os filhos provenientes de uma relação de incesto têm uma alta probabilidade de terem deficiências, tanto mais alta quanto mais próximo for o grau de parentesco. Não sei se será isso que esteve na génese do repúdio desta prática, ou se foram outros motivos. Aqui uma pesquisa como aquelas que só o abel nos consegue brindar vinha mesmo a calhar!! Mas mesmo que o argumento seja esse, só é minimamente válido para aqueles mais fundamentalistas da religião, que defendem que sexo é só no casamento e só para procriação.
Isso não quer dizer que seja fã do conceito, ou que promova activamente que o pratiquem. Aliás, eu sempre tentei não me envolver com pessoas muito próximas com as quais tivesse que lidar regularmente depois, caso a relação falhasse (ex: colegas tanto de emprego como de estudos enquanto parte da mesma turma). Apenas acho que não faz sentido o repúdio.

Em relação à pedofilia, a partir do momento em que um menor não tem as mesmas armas de um adulto, acho errado, pois trata-se de um atentado aos direitos do indivíduo. Custa-me a compreender o fascínio, até porque sempre gostei mais de pessoas mais velhas que eu, mas a evidência demonstra que há quem tenha o fascínio. Também acho que a linha que define pedofilia não é fixa, mas por questões práticas é preciso determinar uma idade. O que não quer dizer que não tenha dúvidas que, com as crianças a começarem em média a sua actividade sexual cada vez mais cedo (entre elas), certamente muitas mais que uma mera mão-cheia de crianças de 14-15-16 anos seriam capazes de algo parecido com o que é narrado no texto. E quem é capaz disso pode ser tudo menos criança. Mas isto são dissertações teóricas sobre zonas cinzentas, que apesar de tudo é preciso assumi-las sem pudor, mas a triste realidade é que continuam a haver muitos casos de abuso de crianças sem capacidade de resistirem, fora os casos que não se conhecem.
15
Mai06

Sei-os de cor

Cereza

Um poema divinal de Alexandre O'Neill -  "Sei-os de cor " Um hino à mulher, ao corpo feminino.

Basta olhar para estas fotos fabulosas da Kate Moss, que sairam no calendário Pirelli 2006, para entender esta fascinação do poeta.

Sei os teus seios.
Sei-os de cor.
Para a frente, para cima,
Despontam, alegres, os teus seios.
Vitoriosos já,
Mas não ainda triunfais.
Quem comparou os seios que são teus
(Banal imagem) a colinas!
Com donaire avançam os teus seios,
Ó minha embarcação!
Porque não há
Padarias que em vez de pão nos dêem seios
Logo p'la manhã?
Quantas vezes
Interrogastes, ao espelho, os seios?
Tão tolos os teus seios! Toda a noite
Com inveja um do outro, toda a santa
Noite!
Quantos seios ficaram por amar?
Seios pasmados, seios lorpas, seios
Como barrigas de glutões!
Seios decrépitos e no entanto belos
Como o que já viveu e fez viver!
Seios inacessíveis e tão altos
Como um orgulho que há-de rebentar
Em deseperadas, quarentonas lágrimas...
Seios fortes como os da Liberdade
-Delacroix-guiando o Povo.
Seios que vão à escola p'ra de lá saírem
Direitinhos p'ra casa...
Seios que deram o bom leite da vida
A vorazes filhos alheios!
Diz-se rijo dum seio que, vencido,
Acaba por vencer...
O amor excessivo dum poeta:
"E hei-de mandar fazer um almanaque
da pele encadernado do teu seio"
Retirar-me para uns seios que me esperam
Há tantos anos, fielmente, na província!
Arrulho de pequenos seios
No peitoril de uma janela
Aberta sobre a vida.
Botas, botirrafas
Pisando tudo, até os seios
Em que o amor se exalta e robustece!
Seios adivinhados, entrevistos,
Jamais possuídos, sempre desejados!
"Oculta, pois, oculta esses objectos
Altares onde fazem sacrifícios
Quantos os vêem com olhos indiscretos"
Raimundo Lúlio, a mulher casada
Que cortejastes, que perseguistes
Até entrares, a cavalo, p'la igreja
Onde fora rezar,
Mudou-te a vida quando te mostrou
("É isto que amas?")
De repente a podridão do seio.
Raparigas dos limões a oferecerem
Fruta mais atrevida: inesperados seios...
Uma roda de velhos seios despeitados,
Rabujando,
A pretexto de chá...
Engolfo-me num seio até perder
Memória de quem sou...
Quantos seios devorou a guerra, quantos,
Depressa ou devagar, roubou à vida,
À alegria, ao amor e às gulosas
Bocas dos miúdos!
Pouso a cabeça no teu seio
E nenhum desejo me estremece a carne.
Vejo os teus seios, absortos
Sobre um pequeno ser.
Alexandre O'Neill
Comentario em Destaque:
De marta a 16 de Maio de 2006 às 10:29:
Realmente!!Somos abençoadas....;)
14
Mai06

Bridget Jones

Cereza

 

Foi uma enorme falha minha confesso! Hoje resolvi ver um filme que tinha perdido no cinema. Imaginem qual? "O Diário de Bridget Jones"

 

 Simplesmente hilariante e tão, tão real! Não sou grande fã de comédias românticas, mas esta... nem sei como a deixei passar! René Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant formam um triangulo amoroso simplesmente divinal.

Dá que pensar... Porque será que as mulheres se apaixonam sempre pelo homem errado? Aqueles a que chamo  "boy of the boys", ou seja o homem que é adorado pelas mulheres e também pelos outros homens. O "boy" com mais pinta, com mais estilo, o mais giro, com o maior sentido de humor... enfim o bom "vivant".  Aquele que qualquer mulher adoraria ser vista ao lado dele, aquele que qualquer homem deseja ter como amigo... porque é "cool" Diz umas baboseiras giras, e faz-nos sentir tão bem! Um Hugh Grant!

São tão giros... mas são tão egoistas... Pensam apenas neles próprios. E o mundo? Esse gira á volta deles e só deles, e nós mulheres também. Para o "boy of the boys" temos de mudar... ser como eles gostam: Magras, bonitas, inteligentes, bem humoradas, e meigas! Bah, que se lixe o Boy!

Porque preferimos esses, aos que gostam de nós, por aquilo que somos... com todos os nossos defeitos e virtudes?

No filme Colin Firth diz a "Bridget": I like you just the way you are.

E não falava apenas do corpo... falava daquele jeito "desajeitado" dela.

Para quem não viu o filme, aluguem o DVD... Para quem viu fica aqui a música "Respect da Aretha Franklin".

Lembram-se daquela parte em que René Zellweger descobre que Hugh Grant (patrão ,amante, e "boy of the boys") lhe andou a mentir descaradamente? Ela diz: Prefiro limpar o rabo ao Saddam Hussein, que trabalhar para ti!

 

E ouve-se a musica:

R-E-S-P-E-C-T ( R-E-S-P-E-I-T-O )
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take care, TCB

Oh (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
A little respect (sock it to me, sock it to me,
sock it to me, sock it to me)
Whoa, babe (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
I get tired (just a little bit)
Keep on tryin' (just a little bit)
You're runnin' out of foolin' (just a little bit)
And I ain't lyin' (just a little bit)
(re, re, re, re) 'spect
When you come home (re, re, re ,re)
Or you might walk in (respect, just a little bit)
And find out I'm gone (just a little bit)
I got to have (just a little bit)
A little respect (just a little bit)

 

 

Olá sou a Bridget Jones, and I love the way I am!

Comentário em Destaque:

De EraUmaVez Eu a 15 de Maio de 2006 às 14:56:
É realmente um filme hilariante, tanto mais que muitas mulheres se identificam com a personagem Bridget Jones, tão humana e real, interpretada pela Renée Zellweger, o início do filme começa com ela a escrever no seu diário a tão famosa e conhecida lista que na maioria, mulheres, fazem no começo de cada ano, que inclui, perder peso, deixar de fumar, diminuir a bebida e não sair com determinados homens.
É interessante ver como as mulheres, na sua maioria, se interessam pelos homens errados, preferindo os canalhas, não sei talvez pensando que eles por amor a elas vão mudar, em detrimento de um homem inteligente, sério, educado, bem sucedido preocupado com os direitos humanos e por aí fora, coisa que a personagem Bridget Jones não aprende no primeiro filme e torna a repetir o mesmo erro, no segundo (coisas de mulheres, mesmo!) filme este, que por sinal também está muito engraçado.
É de notar a ligação não só de nome de “Mr. Darcy”, com a personagem do livro e filme (espetaculares) Orgulho e Preconceito de Jane Austen também interpretado na série da BBC, pelo actor Colin Firth. É de referenciar que estes homens lindos, meigos, atenciosos, apaixonados, sérios, bem sucedidos, furacões na cama e mais tudo o que vos passar na cabeça de bom, são demasiado perfeitos para serem reais, só existem mesmo nos filmes.
13
Mai06

Almoço

Cereza

 

A pedido de várias familias, vamos organizar mais um almoço do Blog... As únicas novidades que posso dar para já, é que é em Sintra, em meados de Junho, e será organizado pela Luadourada! Que acham?

Em breve haverá mais novidades!

 

         

"...Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam..."

William Shakespeare

Comentário em Destaque:

De ^Erina^ a 14 de Maio de 2006 às 18:39:
Sintra! óptima escolha! já agora William Shakespeare foi um génio...


11
Mai06

Ser ou não ser…. Alentejano, eis a questão.

Cereza
E de Itália viajamos para Portugal, mais própriamente para o Alentejo, pela mão da Pataniska.
 
Se a minha terra é Lisboa…..a minha casa é o Alentejo. Aqui há uns anos atrás, quando estava na moda as anedotas de alentejanos (benditas louras que as vieram substituir…) confesso que ficava sempre com uma mágoa, não conseguia entender o porquê de querem ridicularizar um povo e uma região que me era tão querida.
.
Este texto, aqui reproduzido, da autoria de Leonardo Santana-Maia, advogado e professor, faz parte da revista “Alentejo Terra Mãe”, publicação trimestral, propriedade da Fundação Alentejo-Terra-Mãe (www.ALENTEJO-TERRAMAE.PT). A revista tem como fins a divulgação da história, tradições, costumes e falares do Alentejo, bem como a defesa e a preservação dos valores culturais, artísticos, arqueológicos, paisagísticos e ambientais da região.
 .
“Alentejo, palavra mágica que começa no Além e termina no rio Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
.
Portugal nasceu no norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguiria suportar o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para um homem comum, fica muito longe, para um alentejano, fica já ali. Para uma alentejano, não há longe, nem distância, porque sabe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: “Não, é já ali.”. O fim do mundo afinal ficava ao virar da esquina.
.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continua a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos. D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. É certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia dúzia de alentejanos.
.
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?”
.
Dá-me mesmo vontade de dizer à boa maneira alentejana: Áh magano!!!
PATANISKA
 

 

Comentário em Destaque:

 

 

De Marco Neves
11 de Maio de 2006 às 23:43:

 

É sermos e sentirmos...

Mesmo quando Agosto e a aragem quente seca os campos despidos...

As mulheres de negro contrastando com o branco das paredes...

E quando a manhã desperta? Saberão vocês ouvir?

E no frio de um Inverno quando passamos por uma casa e cheira a açorda... ou quando ao fim da tarde as braseiras invadem as ruas antes de aquecer as pessoas...

...e algumas que já não chegam

...nem voltam.

É assim mesmo... quando temos de parar e respirar bem fundo.

Nós vamos ficando, neste gerúndio... porque somos assim.

Amo-te Alentejo.
       
               ( Alcaria Ruiva - Alentejo / Foto tirada por: Marco Neves )
10
Mai06

Amor (por) Veneza

Cereza

 "...CIAO!
sai cosa ti dico.....CIAO!
posso fare..... senza te
senza più
Grandi "se"
senza Grandi "ma...perché"
senza un "amore"...così....
io posso fare....sì!!!.."

Não me parece correcto dizer que Veneza é a cidade mais bonita do mundo, apenas porque é única. Não há termos de comparação. Veneza é sublime. Itália foi o país que mais vezes visitei, e sempre que lá vou apaixono-me, como se fosse a primeira vez!

A nossa nova "paineleira" Xinxa, mandou-nos este texto... Amanhã seguimos viagem para outra lado.

   

Apaixonei-me por VENEZA, essa velha cidade, confesso-o!

Deixei-me levar no primeiro instante, por uma paixão que me paralisou, num enlevo próprio de quem ama sem motivo, só porque simplesmente ama! Fiquei suspensa na beleza das suas águas, dos seus percursos, das ruas, dos muros, praças, pontes, monumentos, vielas, restaurantes, galerias de arte, mercearias, livrarias, ateliers, cafés, nas pessoas... confesso que fiquei!
Gritava no íntimo...é VERDADE... ela existe, a ínclita cidade! E numa convulsão sem fim, num frenesim cadenciado, calcorreei horas a fio, ruas estreitas, segui pináculos, subi pontes, entrevi olhares penetrantes, escutei conversas, ri-me com as máscaras, trauteei cantigas, rodopiei envolta em pombos, escutei o piano, consumi cores, libei sabores, esbarrei com culturas, sonhei enfim com a perfeição. Ali estava a Cidade distante, onde o Sol penetra glorioso, descobrindo paixões que nos paralisam, onde se chega sem pensar partir, onde acontece sem o Tempo passar, num estonteante sentido de querer agarrar o que se esvai nos olhos perdidos.
Consumi com o olhar a Arte, toquei a História, olhei o Horizonte e deixei-me enlevar inebriada na ritmada e leve onda, numa gôndola que se perdia nas águas profundamente turquesas e me guiou ao por-do-sol, junto à excelsa Praça de S. Marcos, lá onde tudo começa e acaba, lá onde esbarra o Mar que um dia tudo levará. Não é esta a nossa caminhada... Perdermo-nos no MAR...? 
E Veneza era essa... a de nós todos e de todos nós.
A Outra
A Única
A Egrégia
A Paixão
O Anúncio do Fim...

   

Xinxa

"...CIAO!
in fondo basta dire anche "CIAO"
io sto Meglio....senza te
senza più
tanti "se"
senza tanti "ma...perché"!
senza un "Amore"....così
io posso stare....Sì!.... "

( Ofereceram-me este Album de Vasco Rossi na primeira vez que fui a Itália *suspiro* )

09
Mai06

Idades!

Cereza

Um tema sempre actual da Tex.

    

Quando a mulher era apenas uma mercadoria, a sua principal função era dar ao marido o maior número possível de filhos (o que eu costumo chamar reprodução em cativeiro), para que no futuro o seu trabalho ou comércio tivesse continuidade. Sendo que a mulher tem um período limitado de procriação, só as muito jovens podiam ter tantos filhos (“Homem velho e mulher nova: filhos até à cova”). Aos 30 já uma mulher era velha e consequentemente trocada por outra mais jovem.


Aparentemente, hoje, tudo se processa de modo diferente. Mas a sociedade continua a aceitar melhor a relação amorosa entre um homem mais velho com uma mulher mais jovem, do que uma mulher mais velha com um homem mais jovem.

Para lá de todas as criticas geradas pelo preconceito, é legitimo questionar se a diferença de idades no amor é ou não susceptível de causar desencontros, já que as realidades, vividas por um e por outro, divergem na medida de experiências de vida diversas e também o facto de que o relógio biológico avança inexoravelmente…


Como de costume (e intencionalmente) abordei o assunto apenas pela rama e deixei alguns pontos em branco. Muito mais havia para dizer mas prefiro deixar assim e saber a vossa opinião...


Para mim, valem as palavras de Pascal : “o amor não tem idade; está sempre a nascer”

 TEX

  

Comentário em Destaque:

De medricas a 9 de Maio de 2006 às 23:55:

A dor da perda de um ente querido, ou de um grande amor é muito idêntica.
E refiro-me á dor,na sua intensidade.
Esta semana sonhei,o que é raro,em que sou confrontada por uma “escapadinha”
do homem que amava.
Acordei,acho, mais por estar irritada pela naturalidade com que ele estava encarar o “caso”(coisa estúpida,o sonho,e o homem em questão,uma figura publica,
mas eu não faço a coisa por menos..llooll)
Mas o que é certo, é que acordei com uma dor enorme...
Um sentimento de perca,que já não sentia há anos.
Sim,há anos!!
Protejo-me de tal forma,que nunca mais tinha sentido tal dor.
O que é certo, é que andei o dia inteiro abalada com a dor do sonho.
Senti de uma outra forma,e novamente com dor,a perda...o porquê de não me
aproximar nem deixar que ninguém se aproxime(mas esta é outra estória)
Enquanto fumava estava a pensar em tudo isto ,e abri o blog.
E deparo-me com este tema.
Eu que nunca me arrependi de nada,tenho vivido estes últimos
meses arrependida.
Não consigo esquecer alguém que nunca cheguei a ter,única e
exclusivamente porque era mais novo do que eu.
Poderia ter sido um grande amor...
E foi precisamente esta questão,a dos filhos, que me fez recuar
Seria um amor com fim á vista.
Não quis arriscar, provavelmente, hoje já teria acabado...
Não o vivi e hoje arrependo-me.
Agora é tarde!!
(Agora que cheguei aqui,mesmo que fosse cedo,acho que faria o mesmo...
mas isto sou eu...que sou burra,um caso à parte llooll)
Por isso,tenham coragem...
MULHERES ARRISQUEM!!!

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2006
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2005
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2004
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D