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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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Urban Jungle

05
Set06

As paradisíacas Ilhas dos Cães

Cereza
Já que estamos mesmo no fim do Verão...
deixo aqui um gostinho das férias do Abel e da Luazinha!

As Ilhas Canárias, de origem vulcânica, emergem do Oceano Atlântico, a Noroeste (parte superior à esquerda) do Continente Africano, a escassas milhas de Marrocos e Sahara Ocidental e muito próximas das ilhas Selvagens, portanto a sul do arquipélago da Madeira.
É uma região autónoma da Espanha, constituída por um aglomerado de ilhas e ilhotas distribuídas administrativamente por duas províncias - Las Palmas (Gran Canária, Fuerteventura, Lobos, Lanzarote e o arquipélago de Chinijo) e Santa Cruz de Tenerife, mais a Leste (Tenerife, La Palma, La Gomera e El Hierro) – cuja capital (por desentendimentos) está dividida nas duas cidades (Santa Cruz e Las Palmas).
Tem uma área 7.447 km² com cerca de 2 milhões de habitantes. Adan Martin Manis é o presidente democraticamente eleito, constituindo um governo com oito elementos de Las Palmas e sete de Santa Cruz de Tenerife.
Já eram conhecidas no período Greco-romano por ilhas Afortunadas. No entanto, por se ter encontrado muitos cães (crê-se), as ilhas receberam o nome de Canárias (Ilhas dos cães).
As ilhas foram palco de algum comércio (séculos XIII e XIV), assistiu-se a lutas, à destruição da cultura autóctone (os Guanches), assimilação do cristianismo e em 1496 passou a depender da coroa de Castela.
A cana do açúcar e o vinho foram dois produtos locais que deram importância ao comércio com os ingleses e, posteriormente, foi introduzida a monocultura da banana.
Cerca de três quartos da população residente dedica-se especialmente ao turismo, sendo esta actividade o grande motor da construção civil. A procura turística é fundamentalmente europeia cuja liderança pertence ao Espanhóis (30% do fluxo). A indústria resume-se a produtos agro-alimentares, tabaqueira e à maior refinaria de petróleo da Espanha (invejei os reduzidos preços do combustível vigente). Ultimamente dedicaram-se à exportação de frutos tropicais (abacate e manga) e flores.
A duas horas de viagem aérea, ainda com as narinas impregnadas com cheiros de Lisboa, pousarmos suavemente no tapete preto da Rainha Sofia, estendido na Ilha de Tenerife. São estes, para quem nunca sentiu tais sensações, os momentos de expulsarmos dos nossos neurónios as toxinas dolorosamente instaladas. O corpo fica predisposto para tudo, incluindo a canseira pelo “fare niente”. Os hotéis e respectivos quartos, amorosos e primorosamente decorados, debruçam-se sobre as piscinas ou drapejam as cortinas ao ritmo do marulhar, convidando-nos amorosa e repetidamente à libertação de todos os preconceitos, avivando momentos de erotismo e prazer. As piscinas, orgulhosamente transparentes e as praias espectaculares, docemente salgadas, são pontos de encontro entre corpos esbranquiçados e os atrevidos raios solares que dão tom mulato às belezas. As montras e os escaparates das lojas absorvem os nossos vinténs poupados ou emprestados, agora agradavelmente investido em “regalos ou recuerdos” ou roupas que não pagam taxas nem impostos (é porto franco). Os restaurantes e “bufetes” dos hotéis são provocadoramente deliciosas tentações que jamais queremos evitar. Talvez a balança não nos acuse posteriormente dos quilitos a mais… Tudo nos parece diferente, mesmo quando é igual ao que temos na nossa terra, porque a predisposição é psicologicamente eufórica.
Tenerife é uma ilha fascinante pelo contraste entre as duas encostas de beleza encantadora e pelos diferentes microclimas. Apresenta o basalto soltamente solidificado pelo último bolçar dos lábios quentes do famoso “Teide”, a 3 700 metros do nível do mar. A sua gente convive com áreas desertas, inóspitas e de difícil acesso num dos lados do gigante e do outro, densa floresta exuberante e repleta de fauna exótica, onde as nuvens esbranquiçadas pairam entre nós e o mar. O autocarro serpenteia até 2.500 metros de altura, roncando os cavalos de força, quer a subir ou a descer, causando tonturas e torturas aos coitados… dos turistas. Inúmeras curvas são efectuadas em duas manobras (marcha à frente e marcha a trás em plena curva perigosamente inclinada de precipício contíguo), por mãos hábeis e experientes, juntando o precipício da montanha e a fervente adrenalina do veraneante. Toda a parte da frente ou traseira do veículo, excepto as rodas, sai completamente da estrada permitindo ao turista a foto ao precipício, cujo fundo fica a centenas de metros, mas as fortes batidas do coração não permitem tais registos para a posteridade. De quando em vez anunciam uma “paradinha” para arrefecer os cavalos, os travões e os pneus e o stresse.
Os “bufetes” carregados de iguarias, cuidadosamente preparadas por pessoal especializado, são pasto de repetidas pratadas pelas boas receitas apresentadas nas três refeições do dia. Os presuntos, queijos, as saladas e os condimentos avinagrados, as carnes, bom peixe das ricas águas, os doces frutos tropicais, onde se elenca também o “tabaibo” ou “pitanga” existente na natureza selvagem da ilha bem como os doces e gelados, são iguarias que fariam inveja a reis e rainha de qualquer século passado.
À chegada a Lisboa tudo acabou ou ficou apenas um sabor distantemente perto dos sentidos e que não foi virtual. Há que retemperar forças, juntar mais algumas moedinhas e esperar pelo próximo sacrifício…
 
23/Agosto/2006
Abel B. Marques
04
Set06

Parabens Fonz

Cereza

 

FONZ PARABÉNS!!!

Peço desculpa, mas sei que era hoje o teu aniversário, só que andei um "cadito" ausente!!!!

Hoje reparei no calendário, e vi que era o dia dos teus anos.

Por isso meu lindo "fedelho" parabens e que que contes muitos!

BEIJOSSSSSSSS

Adoro-te!

01
Set06

Deliciem-se com esta senhora, e as suas fotos!

Cereza

Já que estamos quase a acabar o Verão, e a maioria das pessoas voltou ao trabalho,  o UJ também vai voltar  aos temas mais importantes, escritos por todos vós.

Hoje decidi deixar aqui um pequeno "aperitivo", sobre um texto que irá ser escrito por uma Senhora, chamada Ana (Askim)

Encontrei o blog dela por mero acaso e fiquei fã. Para além de ser lindíssima como todos podem ver, a Ana faz aquilo que muitos de nós sonhou em miudos fazer um dia. É bailarina: http://ask-askim.blogspot.com/

Segundo a Revista Máxima:

"Bailarina principal da Companhia Nacional de Bailado,

Ana Lacerda construiu uma carreira com talento e perseverança."

Neste link podem encontrar uma entrevista que ela deu á revista feminina:

http://www.maxima.pt/0805/mc/100.shtml

Já tivemos a participação do comediante Pedro Tochas, dos netos do cônsul Aristides sousa Mendes, e em breve Ana Lacerda.

           

Para além deste "dom" escreve fantásticamente, e tem um sentido estético fora do vulgar. Vão ao blog dela, recomendo!

A Ana deixou-nos ontem um comentário, em resposta ao desafio que lhe fiz para escrever algo sobre a "arte de dançar" e sobre ela.

Comentário:

De A. a 1 de Setembro de 2006 às 03:17
"...é muito raro que dois desejos se encontrem e se correspondam..."

Cereza,
o teu espaço está lindo,sem dúvida.

Desculpa se a resposta tardou...mas aqui estou.
E só te posso agradecer.Sinto-me meio tola...não estava nada á espera...mas digo que sim.
Terei todo o gosto em te mandar algumas fotografias e com elas poderás fazer o que sentires.Fico feliz.

Talvez no fim de semana...
sei que tenho mais tempo para as escolher.
De qualquer maneira,poderás sempre tirar as imagens que por lá tenho,clicas na imagem e guardas.Tens toda a minha licença.

Um enorme abraço Cereza.
Obrigada pela atenção.

Ana Lacerda

Fico desde já muito honrada que ela tenha respondido ao meu comentário, e de a ter aqui no UJ. Ana queremos saber tudo a teu respeito :)

À Ana Lacerda, o nosso muito obrigada.

(Quando receber o texto da Ana Lacerda, prometo que coloco a musica e  o ambiente adequado, para um post sobre ballet. :) é que nem tive de tempo de fazer nada.)

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