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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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Urban Jungle

27
Set05

Ele voltou... vivo!

Cereza

Bolas que aventura esta!!! ahhhhhhhh mas eles estão de volta... O fly e a Erina :) Sendo isto um blog generalista, aqui vai!


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A História da Abdução(*) de Flyman


Hei! Estou de regresso... Muito tempo se passou... Querem saber o que aconteceu?... Cá vai:


Andava eu a voar com o meu Pegasus, já o Sol se tinha posto, quando um fortíssimo feixe de luz incidiu sobre nós... No susto, ele foi para um lado e eu para o outro! Vi-me despejado no abismo, certo de uma queda fatal. Só sei que na vertigem do desmaio, acordei como vim ao mundo, deitado numa mesa de metal brilhante, iluminado por luzes que talvez fossem de xénon.


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Quando me tentei levantar, percebi que estava em estado semi-catatónico. Podia mover a cabeça, ver, ouvir... mais nada!... Nem falar, porque queria chamar a enfermeira e não conseguia... Então onde é que eu estava?!... Num hospital?... Não! Era demasiado limpo, asséptico, inodoro. Olhei para o meu corpinho todo até aos pés: Estava inteiro! Nem uma beliscadura! Estava tudo lá! Mas afinal que é que se tinha passado? Onde estaria eu?!



Achei piada ao poster que conseguia ver por detrás da minha cabeça: uma fotografia da Terra. Parecia que estava mesmo ali... e mexia-se?!... ah! Está bem era um plasma: estava a dar um programa do NGS ou do Discovery. Da penumbra da sala surgiram umas criaturas curvilíneas que me recordaram uns episódios dos X-Files mas que não vi nem com o Fox nem com a Scully... quem seriam?


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Reparei que piscavam os olhos exageradamente.... estariam a meter-se comigo?... Não! Era tique mesmo... e colectivo!... eláááá!... ou era gravação ou falavam umas com as outras sem abrir a boca, numa língua desconhecida... estranho! Voltei a olhar para o plasma. Não era ecrã nenhum! Era uma janela, e a imagem da Terra, era a Terra! A própria!


Estava a caminho do espaço! Pouco tempo depois comecei a entender o que diziam. A minha capacidade sobredesenvolvida de perceber outras línguas, assim mo permitiu e quanto mais ouvia, mais sabia. Foi mesmo a tempo de compreender que tinha sido abduzido por ser o espécime da minha raça que melhor preenchia os requisitos necessários ao estudo que pretendiam levar a cabo. Ou seja, o espécime mais perfeitinho.



Claro que me senti lisonjeado... por outro lado eu não tinha pedido para estar ali e nada paga a perda da liberdade. De repente percebo-as falar em tubos e cânulas enfiadas em todos os meus orifícios naturais e mais alguns que iriam ser artificiais!... suas “aliens”, criaturas alucinadas degeneradas! Querem estudar o quê?! Eu dou-vos os orifícios!



Concentrei-me!... Concentrei-me!... e consegui criar um campo de força em meu redor!... (de alguma coisa serviu, ver os episódios todos do Dragon Ball Z). Elas bem se queriam chegar, as criaturas curvilíneas, mas cada vez que me iam tocar: zzzztttt! Apanhavam um choque! Fartaram-se! Boa!



É então que vejo surgir do nada por cima de mim e do meio das luzes uma gigante mão metálica que me agarra, campo de força e tudo, e me coloca dentro de um frasco de vidro cheio de liquido viscoso. Pensei que me ia afogar, mas afinal para meu espanto, conseguia respirar a mistela. Mesmo dentro do frasco conseguia seguir o pensamento telepático delas. Iam-me levar para o zoo lá da terra delas! Eu estava feito! Nunca mais iria ver a minha ^Erina^, o meu Pegasus nem voltar à selva dos paineleiros.



Triste destino o meu: acabar como atracção principal de um parque temático... impotente lá continuei dentro do frasco por umas semanas, até que um dia ao chegarem de novo junto a mim, espantadas, viram que eu já estava a ganhar verdete! Assim não podia ser! O meu prazo de validade não correspondia ao pretendido e lá tiveram de voltar atrás. Não podiam aparecer na terra delas com um artigo (eu) estragado e de validade expirada... tinha de vir à procura de outro... e foi assim que voltei ontem, despejado na atmosfera terrestre, liberto do frasco e da zurrapa em que estava banhado.


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Na queda, o meu fiel Pegasus, aparou-me antes de tocar o chão, salvando-me de um fim atroz. Coitado, ficou com bocados da ranhoca por cima da sua negra pelagem... assim sobrevivi para contar esta experiência... o pior é que o verdete não há maneira de desaparecer... será fígado?... e fiquei com um alto atrás das orelhas... ter-me-ão implantado uns coisos?... elas andam para aí à procura de um substituto com um prazo de validade mais alargado... serás tu o próximo?.



(*)Abdução – do inglês “abduction”- raptado por extraterrestres.



Flyman
26/09/2005


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