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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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22
Fev06

Tempo para Meditar...

Cereza

Há algum tempo que dou por mim a dizer a algumas pessoas como me sinto cansada de blogar incessantemente aqui no UJ. Pode ser uma daquelas fases (vocês lembram-se, né) mas não é. Este blog sempre viveu dos comentários, e sem eles... deixa de ter o seu encanto.

Muita gente diz que anda desinspirada, acredito... mas... não entendo. Como é possivel termos chegado aos 8 mil visitantes/mês, e continuarem a ser os mesmos resistentes a comentarem.



Mas dou por mim a vê-lo crescer, e o entusiasmo de todos a decrescer (eu e vocês)...



Muitas vezes publico quase automáticamente, tão habituada e rotinada que estou. Não quer que pensem que vou acabar... não vou, além disso espera-nos um novo alojamento, apenas sinto que hoje preciso de desabafar sobre o assunto. Sinto-me cansada, doentita e desmotivada. Não só com o UJ, mas com outros aspectos da minha vida. Alias acho que isso se tem notado um pouco. Eu sinto muitissimo o que se vai passando por aqui... partilho as vossas alegrias, tristezas, euforias, gargalhadas e lágrimas, e acreditem que essas emoções muitas vezes mexem comigo. Torna-se dificil por vezes manter um certo equilibrio.

Para já nunca darei o prazer a algumas pessoas de acabar com o UJ... Nem sequer aos cretinos que por aqui passam para ofender... esses tratam-se bem... ip, logs, datas e toca a andar.



Não vou parar, mas "acho" que vou publicar os últimos textos que aqui tenho guardados, e partir para algo novo. Até porque ideias há... vamos ver se há mais alguma coisa.



Quanto ao almoço não será para já no dia 5 de Março... mas irá ser marcada uma nova data.



Hoje resolvi passar os olhos pelo blog todo... Tirei alguns textos ao acaso, que a mim me marcaram particular-me (isto sem falar dos nossos conhecidos "Casos de Vida". Estão neste post, e no abaixo. Hoje há muito para ler e meditar.





Os sinais que por nós passam...


E que na ânsia de percorrer o que nós pensamos que é o nosso caminho, o correcto, acabamos por vezes por nos perder em pequenos detalhes. Já nem sequer ousamos levantar os olhos do chão, na esperança vã de que nada nem ninguém nos faça tropeçar, o que iria dificultar o nosso percurso.



Tentamos seguir em frente contra tudo e todos, uma direcção tantas vezes errada, que nos curva o corpo, mais parecendo que carregamos o Mundo.
Mas teimamos em continuar. Lutamos contra moinhos de vento, cavaleiros fantasmas e demónios fervilhando em fúrias de raiva, no entanto, e apesar de confrontados com sinais tão minúsculos , continuamos.



Sim, continuamos numa teimosia obstinada. Pensamos inconscientemente ao vê-los. Recusamo-nos a admitir que algo acontece porque é um sinal. Afinal, nada na vida acontece por um acaso...alguém surge no nosso caminho e ali fica, por tempo indeterminado, ao nosso lado, vive em nós (mas nunca fisicamente para sempre). Pequenos gestos, uma palavra aqui...outra ali, um sorriso, um sonho...
Tropeçamos...



Caímos... e uma vez de pé retomamos o nosso rumo , mas sem deixar de praguejar: Raios! Está tudo contra mim! Ninguém me entende! Mas que coisa ....começo a cansar-me! Depois, sem dúvida as interrogações: Mas porquê ? Sim porquê a mim? Que mal fiz eu? Será karma? Devo estar a pagar por algo que fiz no passado...



Como nos vamos tornando tão insensíveis ? Como somos capazes de ignorar quem e o que nos rodeia?
E os sinais, esses que nos passam à frente durante o dia, que surgem do nada, mais parecendo estrelas cadentes ... mas teimamos em continuar um caminho que nos magoa, que nos torna infelizes e no qual tentamos sobreviver.



Há que parar.
Porque havemos de persistir nesta estrada se o que, no fundo, andamos a fazer é percorrer atalhos tentando a todo o custo voltar à estrada principal que é a nossa Vida?
Onde temos o direito de ser felizes?



Constancinha





texto1.jpg




"Como se mede uma pessoa"

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.



Ela é enorme para si, quando fala do que leu e viveu, quando a trata com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.



É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A amizade, o respeito, o carinho,o zelo e até mesmo o amor.



Uma pessoa é gigante para si quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com conosco.



É pequena quando desvia do assunto.



Uma pessoa é grande quando perdoa,quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.



Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.



Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.



Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.



É difícil conviver com esta elasticidade, as pessoas agigantam-se e encolhem-se aos nossos olhos.
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de Ações e Reações, de expectativas e frustrações.



Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, torna-se apenas mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.



Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...
É a sua sensibilidade sem tamanho..."



Já se arrependeu de,
em determinadas circunstâncias,
não ter tomado atitudes que viessem,
de alguma forma, melhorar a sua vida?



(William Shakespeare)






texto2.jpg




Este poema foi-me "oferecido"em tempos, gosto muito dele...pelas cerejas!

Cerejas, meu amor,


mas no teu corpo.


Que elas te percorram
por redondas.


texto5.jpg



E rolem para onde


possa eu buscá-las
lá onde a vida começa</br>
e onde acaba</br>
e onde todas as fomes</br>
se concentram</br>
no vermelho da carne</br>
das cerejas...

(autor desconhecido)

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