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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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27
Ago05

Este é o País que temos!

Cereza

Recebi estes artigos por mail. São parecidos, mas ao mesmo tempo tão diferentes... Um é sério, o outro tem de facto graça... mas tanto um como outro exprime bem como vai o nosso país! O abel mandou-me este:


AA000524 copy.jpg


Assunto: Denunciem o Sistema de Saúde em Portugal !


Permitam-me que lhes transcrevam, de forma sintética, um artigo que li no Boletim Informativo do Clube de Campismo do Concelho de Almada, datado de Junho de 2005, da autoria de José Chitô. Leiam, porque vale mesmo a pena!


Consta do seguinte:


Este senhor acordou um dia com um problema no olho direito. Pareceu-lhe grave. Deslocou-se ao Hospital Garcia de Orta, em Almada (16 Abril 2005).
Diagnóstico: deslocamento de retina. Só poderá recuperar com operação...Segundo a opinião do oftalmologista a situação é grave e urgente. Mas a lista de espera é muito grande: talvez 6 meses a um ano.


O nosso amigo fica abismado, pois uma situação destas requer internamento imediato. Qual a solução que veio da boca do médico? A existência de um bom especialista em Setúbal, que ele próprio conhecia. Lá vai o homem à consulta do referido especialista que lhe confirma o diagnóstico: tem que ser operado. Eu levo 3.000 euros por operar, mais 3 000 para a clínica e assistentes. TOTAL: 6.000 euros (1.200 contos). Por esta consulta desembolsou 60 euros.


Por achar este orçamento brutal, resolve marcar consulta para uma clínica em Badajoz. Devido à urgência do caso, marcam-lha para o dia seguinte. É atendido meia hora depois de ter chegado. Confirmam-lhe o diagnóstico. O especialista diz não haver tempo a perder, não tem datas livres, por isso vai ter de adiar operações menos urgentes para poder encaixar a dele. Volta passado 10 minutos, com a data da operação: AMANHÃ ás 17 horas.


São 1.200 euros (240 contos). Custo da consulta: 35 euros.A operação foi um um êxito! Nos 30 dias seguintes e sempre que se deslocou à Clínica, não pagou mais nada.
COMENTÁRIOS? Este país não tem salvação possível! E não sou daqueles que gostaria de ser espanhol!



Mandem este texto para quantos amigos e conhecidos tenham, para que sejamos cidadãos informados e denunciantes deste SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE,completamente PODRE!




Este mail só podia mesmo ter mandado pela Majoca... ehehehe... tá demais! (Onde andam os neurónios desta gente?)


AA000561 copy.jpg


"Há uns anos atrás tive uma chefe, numa das repartições públicas em que trabalhei, que não era... digamos... dotada de grandes conhecimentos em determinadas áreas. Ficamos assim. Um belo dia a senhora chegou ao serviço e chamou-me à parte. Tinha ouvido uma palavra da qual desconhecia o significado e queria que eu lhe explicasse o que era.
-Ouve lá, tu sabes o que é um "minete"? Após uma fracção de segundo em que o meu cérebro chocalhou todo cá dentro, oscilando entre a incredulidade e o mais puro gozo, posso afirmar que tive um dos momentos mais brilhantes da minha vida, modéstia à parte.

Mantendo estoicamente o ar sério, sem esboçar sequer uma tentativa de sorriso,
respondi-lhe: -Claro. É um requerimento que não exige papel selado.


De facto, não é sempre, mas há dias em que me encontro particularmente inspirado. E o resultado viu-se passados alguns dias, quando a dita senhora, com toda a propriedade, se virou para um utente ao guichet e o informou:
-Para esse efeito o senhor vai ter que fazer um minete!


Ainda me lembro como se fosse hoje das caras das pessoas que se encontravam no átrio à espera de serem atendidas, muito particularmente de um marmanjo de bigode que exclamou: -Ai "sigurem-me"! "Sigurem-me" senão eu caio! E agora digam-me, caros clientes desta padaria: Será que conseguem adivinhar quais foram para mim as consequências desta façanha? Pois está claro. Nesse ano tive uma classificação de serviço
que não me permitiu ser promovido, acompanhada da observação escrita "A funcionária não demonstra o necessário respeito quer pela instituição, quer pelos colegas e superiores hierárquicos". Além disso tive o director a chamar-me ao gabinete e a passar-me um raspanete, notando-se de qualquer modo que estava com uma vontade de rir do caraças.


Mas hoje, à distância de uns quinze anos, não me arrependo e acho que tomei a opção certa no momento certo. O que eram cinco miseráveis contos de aumento comparados com o privilégio único de ver a nossa chefe, ao guichet, a pedir um minete a um gajo?"


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