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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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16
Fev05

Uma mulher de coragem

Cereza

Quero dar especial destaque a este texto, que considero de uma coragem inacreditável, pela sinceridade, pelo problema que enfrenta corajosamente, pelo facto de não ter medo de se assumir, com o objectivo de ajudar os outros. A anasimplesmente, surpreendeu-me! Sempre tão caladinha, tão envergonhada, mostra aqui ser uma grande mulher! É mais caso real!
Força Ana, e que tudo corra bem!



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Olá, venho falar um pouco de mim.
Tenho 41 anos..sempre me considerei uma pessoa feliz, mas quando olhava para o espelho, não me sentia bem comigo própria, pesava na altura 120 kilos!
Sempre fui uma pessoa muito acomodada, ficava triste nesse momento, e depois voltava a ser a mulher divertida que sempre fui.
No final de 2003, arranjei um namorado, e isso fez-me olhar com mais atenção para o espelho. Comecei a perceber então que não gostava muito de mim. Sou muito vaidosa, mas não invalidava o resto.

Há uns anos atras (talvez uns 15) andei no Dr. Tallon e emagreci trinta quilos. Fiquei o máximo. Mas depois engordei os trinta quilos e mais uns tantos.
Em 1995 tive um AVC e meti na cabeça que o tratamento tinha me prejudicado. Os médicos bem disseram que não, mas eu não consegui acreditar.
Nunca mais me meti em grandes dietas, sobretudo que tivesse que tomar medicamentos.
Bem, mas voltando um pouco atrás, em 2003 a minha mãe foi com a minha avó a uma consulta no hospital de S. José, de gástrica, pois tinha sido operada a vesícula. Por um acaso, a minha mãe estava ao balcão e ouviu uma conversa de duas senhoras. Depois de ouvir a conversa a minha mãe pergunta a Dª Paula (empregada do balcão do hospital - a quem enviou um abraço e o meu muito obrigada), se eram empregadas do hospital, e ela disse que não, eram doentes que tinha posto a BANDA GASTRICA. E tudo se desenrolou a partir da ajuda dessa senhora Paula.

O medico da minha avó é o médico que faz parte da equipa que faz as laparospocias.
Arranjou-me logo uma consulta ( obrigada também ao Dr. Mário Fernandes).
Fui vista, e logo nessa consulta mandaram-me fazer exames a tudo.
Informaram-me que para se puder seguir em frente têm que se cumprir tudo o que nos é dito.

Temos de frequentar consultas de psicologia e de diétista, não podendo falhar nenhuma, até temos de assinar algo em como nunca deixamos de ir ás consultas.
E aí começou todo, uma nova esperança.
Chamaram-me para ir lá dia 6 de Janeiro, e o DR. Rui Ribeiro propôs-me fazer um bypass. Eu aceitei, pois eles sabem mais que eu. Marcaram-me a operação para de 24 de Janeiro, mas que me tinha de apresentar no hospital dia 21.
Nesse dia lá fui eu, falei com a anestesista, e por causa do AVC, fizeram-me imensas perguntas.

Voltei para casa com a indicação de voltar domingo de manhã para ser internada.
Sábado, á tarde ligou-me o Dr. Rui Ribeiro, a dizer que estiveram reunidos a estudar o meu caso, e chegaram á conclusão, que eu poderia correr riscos fazendo o bypass, então que iam por a banda.
Domingo, fui internada. Segunda fui operada de manhã. Correu tudo bem. Acordei com algumas dores, sobretudo nas costas, queixei-me e trataram logo de me dar medicamentos. Não tive mais dores. Passei 24 horas no serviços intermédios, onde fui tratada que nem uma rainha.
Voltei para a enfermaria na terça por volta do meio dia. Quarta vim para casa com uma dieta liquida para fazer durante um mês.

Não tem custado nada. Passeio a pé. Já comecei a guiar,
Tou com a moral muito em cima...pois ainda não disse, mas nestas duas semanas e meia já perdi quase dez quilos. A roupa já está larga. È bom ver os progressos.
Sei que a próxima etapa é começar a comer comida, mais pastosa, mas aguenta-se bem.

olho2netready copy.jpg



E agora a boa noticia, é que não tenho fome nenhuma, nenhuma mesma.
Agora dirijo-me a pessoas que como eu, com obesidade mórbida, vão em frente, não tenham medo e lutem por uma vida mais sã. Se há pessoa neste mundo com medos, essa sou eu, se eu consegui, todos conseguem... LUTEM





De uma gorda medrosa



Anasimplesmente




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