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Urban Jungle

pensamentos, divagações e tangas da selva urbana

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01
Fev06

Memories : " Os amantes com casa"

Cereza

A Vanessa mandou-me este texto, e simplesmente derreti. No mesmo dia pedi o nome de uma musica "sublime" que ouvimos no ginasio, quando fazemos os alongamentos... e subitamente achei que combinava na perfeição.

Se tomarmos atenção até nem tem muito a ver... mas, se pensarmos melhor... até pode ter! o Poema é um relato de uma paixão desmedida... a musica fala em memorias.. Todos temos essas memorias, de paixões, de amores e desamores... memorias de pessoas que nos são queridas outras nem tanto!

Nunca entendi se recordar pode ser bom, sobretudo relacções tempestuosas como a do poema! Por vezes acabam por ser uma desilusão, outras vezes perduram para a eternidade...

Memorias e paixões, afinal quem não as tem?






All of my memories keep you near.
In silent moments,
Imagine you'd be here.
All of my memories keep you near,
Your silent whispers, silent tears



Made me promise I'd try
To find my way back in this life.
I hope there is a way
To give me a sign you're okay.
Reminds me again it's worth it all
So I can go home.



All of my memories keep you near.
In silent moments,
Imagine you'd be here.
All of my memories keep you near,
Your silent whispers, silent tears.




standmyg.jpg



Andavam pela casa amando-se no chao e contra as paredes.

Respiravam exaustos como se tivessem nascido da terra de dentro das sementeiras.

Beijavam-se magoados até se magoarem mais.

Um no outro eram prisinoneiros um do outro e livres libertavam-se para a vida e para o amor.

Voltavam a andar pela casa amando-se entao era a música, como se cada corpo atravessasse o outro corpo e recebesse dele nova presenca, agora serena e mais nobre mas avidamente rica por essa pobreza.

A nudez corria-lhes pelas maos e chegava aonde tudo é branco e firme.

Aquele fogo de carne era a carne do amor, era o fogo do amor, o fogo de arder amando-se e por toda a casa, contra as paredes no chao.

Se mais nao pressentissem bastaria aquela linguagem de falar tocando-se como dormem as aves.

E os olhos gastos por amor de olhar, por olhar o amor.

E no chao contra as paredes se amaram e pela casa andava como se dentro das sementeiras respirassem.

Prisioneiros libertados, um no outro eram livres e para a vida e para o amor se beijarem magoando-se mais, até ficarem magoados.

E uma presenca rica, agora nova e mais serena, avidamente recebeu a musica que atrevessou de um corpo a outro corpo chegando às maos onde toda a nudez é branca e firme.

Com uma carne de fogo incarnado o amor, incarnado o fogo, pressentindo que andando pela casa bastaria tocarem-se para ficarem dormindo como acordam as aves.



Joaquim Pessoa
" Os amantes com casa"




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